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  • Dra. Cláudia Klein

As funções cognitivas e a relação com a metformina

O tratamento com metformina após alguma doença neurológica ou traumatismo craniano melhora significativamente a função cognitiva, indicando aprimoramento da estabilidade emocional e bem-estar. Ele é um agente terapêutico para lesão do sistema nervoso central por meio de seus mecanismos neuro-protetores e para melhora da recuperação do traumatismo, reduzindo a neuro-inflamação, estimulando a plasticidade sináptica e contribuindo para a recuperação funcional.

Os benefícios da metformina


Recentemente, os cientistas descobriram o papel da metformina no tratamento de doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer, o comprometimento cognitivo leve amnésico, o TDAH e a doença de Parkinson. Os resultados confirmam que o seu uso em pacientes diabéticos contribui para uma melhor função cognitiva em comparação a participantes que usam outros medicamentos antidiabéticos.


Além disso, também há evidências de que a metformina diminui a atividade de neurotransmissores responsáveis pelos processos de aprendizagem e memória. Ou seja, o tratamento a longo prazo com metformina pode diminuir o risco de declínio cognitivo.


A metformina pode melhorar significativamente o desempenho depressivo e alterar o metabolismo da glicose em pacientes deprimidos com diabetes. O efeito do tratamento de diabetes ao longo de 4 anos mostrou que pacientes que usaram metformina tiveram melhor função cognitiva (aprendizagem verbal, memória de trabalho e funções executivas) em comparação aos participantes que usaram outros antidiabéticos.

A insulina e as doenças cognitivas


A disfunção cognitiva é considerada uma das muitas complicações da diabetes e há um aumento no risco de demência vascular e doença de Alzheimer. As evidências apoiam fortemente o papel da resistência à insulina no declínio cognitivo e na demência. A insulina prejudicada, o estresse oxidativo e a inflamação são sintomas comuns de doenças degenerativas da região central do sistema nervoso. Os pacientes que usam metformina têm declínio significativamente mais lento na cognição e função executiva, semelhante à observada nos indivíduos sem diabetes. Elas sugerem que os sensibilizadores à insulina podem proteger contra o declínio cognitivo em indivíduos diabéticos e pré-diabéticos.

Conclusão


Em resumo, a metformina, com suas propriedades multidirecionais e perfil de segurança, tem sido promissora para prevenir doenças neuro-degenerativas e doenças cognitivas. No entanto, como os mecanismos de ação não estão totalmente compreendidos e também não é certo quais os níveis de metformina necessários e em quais regiões do cérebro, vale a pena consultar e realizar outros estudos de desenvolvimento da droga para alcançar esse sucesso.

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