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  • Dra. Cláudia Klein

Efeitos térmico-independentes dos campos eletromagnéticos

O Prof. Dr. Martin Pall apresentou no 8° Congresso Internacional de Ciências da Longevidade Humana sobre os efeitos térmico-independentes dos campos eletromagnéticos e da comunicação sem fio. Ademais, afirmou que as diretrizes de segurança existentes atualmente são fraudulentas e explicou o porquê disso.


Segundo Pall, os campos eletromagnéticos geram diversos efeitos térmico-independentes por meio do uso de aparelhos de comunicação sem fio, como celulares e smartphones.

Ao longo da explicação, foram detalhados os efeitos biológicos que são consequência dessa exposição. Algum destes são a ativação dos canais de cálcio intracelular (VGCCC), aumento em óxido nítrico, entre outros.


O palestrante também discutiu as consequências deste fenômeno para a saúde. Ele citou a disfunção nas mitocôndrias, hipotensão e hipertensão que, apesar de serem efeitos opostos, não significam uma inconsistência porque ocorrem em situações diferentes.


Taquicardia, catarata, efeitos hormonais, neurodegenerativos, neurológicos e neuropsiquiátricos também estão entre as consequências. Além disso, as crianças são mais sensíveis a campos eletromagnéticos do que os adultos, o que pode resultar em hiperatividade, autismo e pacientes com 30 anos diagnosticados com Alzheimer e “demência digital”, que ocorre em uma idade muito precoce.


Com todos estes efeitos citados, Pall considera as diretrizes de segurança sobre a comunicação sem fio como fraudulentas porque, segundo o Dr., elas não consideram os efeitos biológicos e, portanto, não protegem as pessoas. “Elas foram criadas em 1998 pelo setor para nos proteger contra a radiação ionizante, mas protegem o setor e não nós”, frisou.


Pall afirmou que as diretrizes de segurança nos protegem apenas contra efeitos térmicos. Desta forma, os níveis permitidos de radiação ionizante causam diversas consequências à saúde por não considerar aspectos essenciais.


Além disso, a base para medição nestes níveis não é consistente, de acordo com o Dr., porque considera exposições médias ao longo de seis minutos, mas o que ocorre, na realidade, é algo constante.


Os problemas, segundo Pall, vão se agravando ao longo do avanço tecnológico. Isso porque os dispositivos de comunicação sem fio se comunicam por campos pulsados, pulsos modulados e de nanossegundo. Quanto mais inteligente o dispositivo for, mais pulsos produz e, consequentemente, mais perigoso se torna.


Desta forma, o Dr. acredita que nós temos curvas dose-resposta - representação gráfica da expressão matemática da relação entre a dose de um princípio farmacologicamente ativo e o seu efeito - extremamente complexas e que um único modelo simples, físico, não consegue prever as consequências das exposições. Tendo isso em vista, o Dr. Conclui que as diretrizes são fraudulentas.


Por fim, Pall apresentou dois fatos alarmantes: não existem métodos que podem reverter os efeitos da exposição a campos eletromagnéticos na Medicina Convencional e a medida mais óbvia para evitar as consequências seria evitar a exposição, mas as agências regulatórias e a indústria tornam isso cada vez mais impossível.


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