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  • Dra. Cláudia Klein

Melatonina e Covid-19

A melatonina, hormônio pineal sintetizado e secretado principalmente durante a noite, é bastante conhecida como agente indutora do sono. Mas suas ações vão muito além! Hoje, sabe-se que, o sistema imune é altamente impactado pela produção e atuação deste hormônio no organismo.


Uma das causas da senescência imunológica é a produção inadequada de hormônios que controlam a função imune, como a melatonina. Além da regulação do sistema circadiano - que por si só já impacta positivamente na imunidade, ela orquestra inúmeras funções fisiológicas com ações anti-inflamatórias, antioxidantes, antiapoptóticas, imunomodulatórias, cronobióticas e neuroprotetoras.


Assim, procurou-se testar e compreender qual o efeito deste hormônio em doenças virais. Ainda não há evidências de que a melatonina tenha ação direta antiviral, no entanto sua atividade parece prejudicar a ação do vírus e reduz a gravidade da infecção. Em alguns experimentos com animais, a melatonina já mostrou ser efetiva contra os vírus Ebola, dengue, encefalomiocardite e encefalite equina venezuelana.



Melatonina e Covid-19


A partir de tais informações e do agravamento da pandemia, levantou-se o questionamento sobre qual a relação da melatonina e do vírus SARS-CoV-2. E como você já deve imaginar, este hormônio tem um impacto significativo na manutenção da saúde nos casos de Covid-19.

A morte celular programada causada pelo coronavírus, que pode resultar em dano pulmonar, é inibida pela melatonina, que bloqueia a atividade dos inflamassomas que participam da fisiopatologia da doença. Dessa forma, a fibrose e o processo inflamatório crônico, possíveis complicações perigosas pós-Covid-19, podem ser prevenidos ou melhorados pela melatonina.


Além disso, a melatonina, por exibir uma atividade anticoagulante, é benéfica para pacientes graves, visto que evidências acumuladas indicam a tendência aumentada de coagulação do sangue nos sintomas desses pacientes.


E, por último, mas longe de ser o menos importante, a infecção pelo coronavírus pode bloquear a via que sintetiza a melatonina, reduzindo seus níveis e comprometendo o estado de saúde do paciente! Por isso, em alguns lugares, já são prescritas algumas doses deste hormônio para tratamento e prevenção da doença.


A administração de melatonina é vantajosa quando pensamos que, por ser uma molécula biocompatível, não produz efeitos adversos. Ela, porém, não pode substituir o uso de terapias convencionais como as drogas antivirais, mas deve ser usada apenas como tratamento adjuvante!


Converse com seu médico para avaliar seus níveis de melatonina e especificidades. Apesar de os estudos e testes terem resultados bastante promissores, devemos levar em consideração que esta aplicação ainda é recente e deve ser mais estudada. A automedicação é muito perigosa, peça sempre a ajuda de um profissional para obter o tratamento mais indicado para você.




Fonte: https://prescritor.essentia.com.br/melatonina-e-covid-19/?dito=1&drfc=623021fb3f0c2d18360ff6ebd9a88ec69a5ddafd1e14c&utm_campaign=440851&utm_content=Dito_440851_8482311&utm_medium=email&utm_source=dito


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