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  • Dra. Cláudia Klein

Melatonina: muito mais que uma boa noite de sono

No 8° Congresso Internacional de Ciências da Longevidade Humana, o Dr. José Irineu Golbspan falou sobre a importância dos receptores hormonais e seu desbloqueio frequencial.


Segundo o palestrante, é preciso entender que nenhum hormônio trabalha sozinho e todos dependem dos receptores funcionando no sistema chave-fechadura. Por isso, acontece de os pacientes continuarem apresentando sintomas, mesmo quando é feita a modulação hormonal e os exames apresentam resultados normais.


Tendo isso em vista, é importante ressaltar que o olhar do profissional deve ser mais amplo ao avaliar a situação do paciente.


Para exemplificar a importância dos receptores hormonais e a do desbloqueio frequencial, foram citados os pacientes resistentes à insulina. Neste caso, é possível que haja um bloqueio de receptor na tireoide, ou seja, uma resistência ao receptor da progesterona ou resistência androgênica.


Desta forma, o bloqueio do receptor celular pode ser uma das principais causas dos sintomas que os pacientes continuam apresentando, mesmo com a modulação hormonal.


Segundo o Dr. Golbspan, as causas do bloqueio do receptor podem ser tanto bioquímicas, quanto biofísicas. Ele explicou que há várias maneiras de trabalhar o este problema, mas direcionou sua apresentação para o aspecto frequencial. Entre as formas detalhadas, estão a homeopatia e a antroposofia.


Também no Congresso, o Prof. Dr. Russel Reiter apresentou a melatonina como potencial antioxidante e otimizador da saúde. O palestrante reforçou o que foi dito anteriormente, tanto no Congresso quanto no Workshop em Ciências Nutricionais e Longevidade: a importância deste hormônio.

A melatonina começa a ser produzida pela glândula pineal a partir dos quatro meses de vida do ser humano. Isso ocorre no período noturno, sendo o escuro uma característica essencial. Os níveis flutuam e caem na metade da vida de cada indivíduo, pois, com a idade, a produção é reduzida.


O Dr. explicou sobre o ciclo dia/noite e como isso pode interferir na saúde humana. A luz acesa durante a noite pode causar doenças, inclusive câncer, devido à baixa produção de melatonina - e por luz entende-se qualquer iluminação que prejudique o escuro completo, como televisões ligadas.


"O problema é que o ser humano dorme menos e não fica em um ambiente escuro, o que prejudica na produção da melatonina e aumenta a possibilidade de doenças", ressaltou. A melatonina é tão importante para a saúde humana que, quando acrescentada nas células cancerígenas, evita seu crescimento.


Segundo Reiter, se o paciente tiver bons níveis de melatonina, as células cancerígenas podem reduzir. O hormônio tem efeito na função renal e funciona como anti-inflamatório e anti-hipertensivo. Além disso, apresenta outros benefícios, como possível redução da metástase de tumores sólidos, da inibição das células cancerígenas e da glicose.


Além de ser produzida naturalmente, a melatonina também pode ser administrada via oral, sublingual e nanosfera. Conforme explicado pelo palestrante, a forma e a quantidade a serem prescritas variam de acordo com a necessidade e o biotipo de cada paciente.



- Impacto na Redução das Doenças do Envelhecimento


O Prof. Dr. Russel Reiter também falou sobre a teoria primária do envelhecimento e do dano causado por radicais livres - moléculas instáveis que apresentam um elétron tendencioso à rápida associação a outras moléculas de carga positiva, podendo reagir ou oxidar. Segundo o palestrante, essa não é a única teoria, mas é a mais é aceita.


Com o envelhecimento, há mais lixo molecular, que afeta a capacidade de andar em alta velocidade e compromete o funcionamento dos órgãos, por conta do dano oxidativo que ocorre a nível molecular.


À medida em que envelhecemos, a melhor proteção contra os radicais livres são os antioxidantes. Segundo o Dr. Reiter, a melatonina é um excelente, melhor até do que vitamina C e vitamina E, visto que estimula as enzimas antioxidantes, como superóxido dismutase.


Por fim, ele mencionou o conteúdo apresentado pelo Dr. Hertoghe sobre o uso da melatonina em casos de AVC induzidos em animais. O palestrante Dr. Reiter informou que, nestes estudos, cerca de 60% do cérebro é preservado com o uso da melatonina.


#melatonina #hormonio #neurologia #congresso

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