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  • Dra. Cláudia Klein

Mentes Brilhantes 2019

Há um ano, tive a honra e a oportunidade de levar, para o Clube Hebraica, o evento Mentes Brilhantes.


Com o apoio do Merkaz e da Cwist, fizemos um evento maravilhoso trazendo aos convidados temas de suma importância sobre a qualidade de vida, saúde, beleza e bem estar.


Foram quase 200 pessoas reunidas em uma quarta-feira chuvosa, que mesmo com um conteúdo extenso, ficaram até o último momento.


Montei um programa bem abrangente para que todos pudessem aproveitar ao máximo suas respectivas áreas de interesse.



O “estresse” foi o tema da minha palestra, na qual conversamos e debatemos sobre os impactos deste na vida moderna. Comecei dizendo que perdemos a nossa escuta interna e, com isso, estamos com dificuldade em ouvir os sinais do nosso corpo.


Isso me remeteu a uma linda palestra que ouvi, em 1997, do querido mestre Roberto Crema, em trecho:


“(….) Vivemos um tempo absurdo, onde perdemos a escuta. Alguém perguntou a um índio de 101 anos, um Xamã, um Pajé americano: – O que você faz? Ele disse:


– Eu ensino meu povo.

– O que você ensina?

– Quatro coisas, ele respondeu: Primeiro, a escutar;

– Segundo: que tudo está ligado com tudo;

– Terceiro: que tudo está em transformação;

– Quarto: que a terra não é nossa, nós é quem somos da terra.”


Por isso vivemos em uma grande crise; uma crise interna que nos mantém refém da nossa Normose!


Já é tempo de despertar e ir de encontro com o Ser Humano que nascemos para ser.

Contei a história de Jonas, o arquétipo bíblico e a patologia da normalidade. Jonas foi aquele que nasceu para fazer a diferença, mas preferiu ser a sombra dele mesmo.


Existe um momento em que temos que parar de mentir para nós mesmos e mergulharmos no oceano profundo das nossas questões internas, encarando a nossa própria verdade. Às vezes, dói muito, mas quando conseguimos é libertador.


Expliquei como o estresse e sua bioquímica alteram a nossa saúde. A descompensação de hormônios, como adrenalina e serotonina, impacta no sono, na memória, na atenção e no peso, podendo causar graves problemas de saúde.


Finalizei o discurso dizendo que já é tempo de unirmos a sabedoria de ambos os hemisférios cerebrais: o direito intuitivo-subjetivo, aquele que ouve os sinais assim como os antigos, e a sabedoria milenar com o esquerdo tecnológico analítico.


Concluí, da mesma forma que Roberto Crema encerrou sua palestra há 22 anos, com um poema do escritor espanhol Juan Ramon Jimenez, para que voltemos a ter mais inspiração e intenções sagradas:


“Eu não sou eu.

Sou este que caminha ao meu lado sem eu vê-lo;

que por vezes, vou visitar, e que, às vezes, esqueço.

O que cala, sereno, quando falo, o que perdoa, doce, quando odeio,

o que passeia por onde estou ausente,

o que estará de pé quando eu estiver morrendo.”


Aproveito para agradecer novamente aos palestrantes da Clínica MINND que, junto comigo, participaram de tamanho evento: Fernanda Schumaker Ferraz, Rosália Novo Szczupak, Sandra Leiko, Paulo Augusto Vichi Jr, Silvienne Lopez e um agradecimento especial a Bruno Vichi, vindo de Brasília para palestrar conosco.



Aguardem que, em 2020, voltaremos a nos reunir trazendo temas atuais de importante impacto na contemporaneidade.

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