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  • Dra. Cláudia Klein

O ácido lático e os efeitos pleiotrópicos da glifage

O efeito adverso mais grave associado à utilização de glifage é o acúmulo de ácido láctico e o desenvolvimento de acidose. Os níveis plasmáticos de lactato resultam de um balanço entre a sua síntese e utilização. O ácido láctico é produzido no músculo, tecido adiposo e fígado através do metabolismo anaeróbio da glicose. É rapidamente tamponado, em parte através do bicarbonato extracelular, resultando na formação de lactato.

Benefícios ácido lático


O ácido lático é conhecido por ter diversas funções, proporcionando múltiplos benefícios:


  • Maior retenção de água na pele, contribuindo de forma significativa na hidratação e no rejuvenescimento;

  • Inibição do crescimento de microrganismos patogênicos, atuando como um antisséptico, ajudando no tratamento de dermatoses, acnes, verrugas, hiperqueratoses, rugas, entre outros, promovendo a elasticidade das fibras e um melhor condicionamento para a pele;

  • Preenchimento de espaços abertos na cutícula do fio, quando aquecido, coisa comum em cabelos danificados por química;

  • Aumento da massa do fio, reestruturando a fibra e deixando o cabelo mais resistente e brilhoso.

Efeitos pleiotrópicos da glifage


Com o passar dos anos, a glifage demonstrou exercer cada vez mais efeitos pleiotrópicos positivos na saúde, além dos efeitos metabólicos associados à melhora da glicemia. A glifage exerce seus benefícios mais provavelmente de forma pleiotrópica, ou seja, acontece quando um único gene controla diversas características da população que muitas vezes não estão relacionadas. Esse mecanismo, hipoteticamente, se dá devido a mediadores de melhora da função mitocondrial e pode explicar os efeitos benéficos da droga. Evidências que apoiam os efeitos pleiotrópicos da glifage requerem mais exploração no que diz respeito ao mecanismo de ação da droga em vários compartimentos de tecido.


Ocorrência de acidose láctica relacionada à glifage


O mecanismo de produção de acidose láctica associada à glifage não está totalmente definido, mas parece ocorrer quando há o prejuízo na capacidade de eliminação do lactato, de condições que, aumentando os níveis plasmáticos de lactato, induzam a sua acumulação em contexto de administração crónica de metformina (p.ex. sépsis, isquemia, etc.)


A glifage raramente, ou nunca, causa acidose láctica quando usada conforme indicado. Quando é usada corretamente, o risco aumentado de acidose láctica é zero ou tão próximo de zero que não é considerado na tomada de decisão clínica comum. O fato de que a glifage pode causar acidose láctica é sustentado só por pessoas que tomaram grandes quantidades e tiveram overdoses. Assim, pode-se esperar que o acúmulo de glifage precipite acidose láctica em alguns pacientes de risco. Se excluir as sobre-dosagens, a maioria dos casos, particularmente os fatais, provavelmente não foi causada pela glifage.

Conclusão


Mesmo que haja bons indícios sobre a glifage e seus benefícios para doenças e funcionamento do corpo, ainda não se sabem ao certo os verdadeiros mecanismos responsáveis pelos efeitos pleiotrópicos da glifage. Por isso, é importante consultar profissionais e aguardar mais estudos que esclareçam se a ativação do ácido lático pode de fato representar um mecanismo potencial responsável pelas múltiplas ações que a glifage exerce.

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