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  • Dra. Cláudia Klein

O esporte e seus impactos no sistema neurológico

Sabendo-se que quanto mais sangue circula em nosso cérebro maior o número de novos neurônios, entendemos que a atividade física é um dos canais de estímulo. É uma forma de prevenção contra o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, beneficiando o desempenho cognitivo e ocasionando uma melhora na qualidade de vida das pessoas.


Além disso, segundo o Serviço Nacional de Saúde, a atividade física é essencial para os cuidados com a saúde mental, pois melhora as habilidades cognitivas e equilibra os neurotransmissores, aliviando também a ansiedade. Por isso, o esporte faz parte do cuidado de pacientes com depressão e outros distúrbios do humor, os quais podem ter baixos níveis de neurotransmissores.

Benefícios da atividade física para o cérebro


  • Ativa áreas cerebrais associadas ao aprendizado, planejamento e memória;

  • Melhora o metabolismo cerebral;

  • Aumenta a liberação de neurotransmissores;

  • Estimula a liberação de neurotrofinas;

  • Estimula a neuroplasticidade;

  • Desacelera o envelhecimento cerebral;

  • Diminui a sensação de estresse e ansiedade.


Efeitos da atividade física no sistema neurológico


A atividade física desencadeia uma maior conexão entre neurônios. Mais células nervosas disparam sinais elétricos quando estamos nos exercitando do que quando estamos fazendo qualquer outra coisa. Assim, o exercício físico estimula o cérebro como um todo e ocorre o aumento da liberação de neurotransmissores:


  • Noradrenalina, que desperta atenção, percepção, motivação e excitação;

  • Serotonina, que direciona o humor, a impulsividade, a raiva e a agressividade;

  • Dopamina, que governa a atenção e a aprendizagem, além de nosso senso de satisfação e recompensa.

Contradições

A partir do National Institute of Health, a atividade física possui benefícios para regular a saúde, porém ainda não existe consenso sobre os mecanismos pelos quais o esporte exerce os efeitos. Atualmente, a prática de exercícios físicos tem sido uma necessidade desafiadora para o ser humano, pois a evolução industrial e tecnológica tem elevado o nível de sedentarismo, comprometendo a saúde da população. Esse sedentarismo é um perigo ao organismo, pois impulsiona o aparecimento de doenças degenerativas, obesidade, diminuição das funções fisiológicas e cognitivas e pode acarretar no aumento da ansiedade.

Conclusão


De modo geral, exercícios como natação, bicicleta ergométrica, ciclismo, dança de salão, vôlei, futebol e judô, que aumentam a frequência cardíaca e a mantém em um patamar elevado, são mais eficazes para desenvolvimento da plasticidade cerebral. Em exercícios que aumentam a força, como a musculação, não foram observados efeitos tão potentes sobre o cérebro.

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