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  • Dra. Cláudia Klein

O estresse e os impactos na vida moderna

Nesta segunda-feira, tive a oportunidade de palestrar no Scotia Bank sobre liderança holocentrada e os impactos do estresse na vida moderna e na jornada feminina.


Iniciei minha apresentação explicando sobre a importância da escuta e como nós estamos perdendo esta habilidade. Contei que perguntaram a um pajé americano, um xamã de 101 anos, o que ele faz, e ele respondeu que ensina o seu povo. Indagaram, então, o que ele ensina, e o xamã disse:


"Quatro coisas: primeiro, a escutar; segundo, que tudo está ligado com tudo; terceiro, que tudo está em transformação; e quarto, que a terra não é nossa: nós é quem somos da terra."


Acredito que este ensinamento é muito poderoso e pertinente para todas as culturas.


Em seguida, contei sobre o Complexo de Jonas. Na parábola, Jonas é convocado por Deus para pregar em uma cidade que O desagradava. Jonas deveria pregar para avisar que o local seria destruído pela ira de Deus. Ao invés disso, Jonas decide fugir na direção oposta, e embarca num navio para outra cidade. Deus envia uma grande tempestade que atinge o navio quase causando um naufrágio. Os marinheiros rezam para seus deuses, mas nada adianta. Pedem então para Jonas rezar para seu Deus, mas ele sabe que é culpado pelo infortúnio que aflige a embarcação. Os marinheiros não sabem mais o que fazer, e perguntando a ele que atitude tomar, Jonas diz: joguem-me ao mar para aplacar ao meu Deus. Ao fazerem isso, a tempestade passa, e Jonas é engolido por uma baleia, enviada por Deus. Dentro dela, ora e suplica por 3 dias, até que ela o devolve à praia. Jonas então retorna para a cidade para fazer a pregação que havia se negado da primeira vez.


Parece-me que Jonas é o arquétipo que precisamos estudar quando queremos falar sobre liderança, porque ele nos indica o nosso desejo inconsciente da normose (obsessão por ser normal), em outras palavras: como resistimos a investir no nosso potencial máximo.


Muitas pessoas resistem às diferenças e às mudanças, crendo, por vezes, ser uma questão de sorte. Sorte é o que Jung chama de sincronicidade, enquanto os antigos chamavam de sinais. Eles ouviam o trovão, a coruja que pia e a pedra no meio do caminho, porque sabiam que faziam parte do Universo; sabiam que eles não eram destacados dessa imensidão! Com o passar do tempo e com a evolução tecnológica, nós perdemos essa orientação, essa consciência de participação. Tornamo-nos pobres diabos jogados num mundo sem sentido. É isso que o normótico crê de si mesmo. No momento que Jonas entende que a sua existência está ligada com todo o resto e que as suas atitudes impactam o ambiente que o rodeia, Jonas mergulha no oceano.


Este é outro ensinamento muito importante: como dizia um grande sábio mestre Eckart diante da Inquisição: “eu posso me enganar, mas eu não posso mais mentir”. Há um momento em que você não pode mais mentir, porque vai atrair tanta tempestade que resultará em sofrimento.


Confúcio, um filósofo chinês (551-479 a.C.), sabia o que era um ser humano já naquela época: “aos 15 anos, orientei meu coração para aprender; aos 30, eu plantei meus pés firmemente no chão; aos 40, não mais sofria de perplexidade; aos 50, eu sabia quais eram os preceitos do céu; aos 60, eu os ouvia com ouvido dócil; aos 70, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, porque o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da justiça”.


Até onde eu posso enxergar, existem 3 tipos de seres humanos: aqueles que nascem e morrem piores do que nasceram, que são os degenerados; aqueles que nascem e morrem como nasceram, mantendo a saúde; e aqueles que nascem e se tornam quem eles são, assim como uma flor se torna uma flor. Estes são os que aceitaram o desafio da evolução.


E, por fim, em relação à digestão da emoção e à neurociência do estresse, existem 4 tipos de personalidades: a acomodada, a raivosa, a desesperada e a paralisada.


Temos que tomar consciência disso e entender com qual personalidade nos identificamos e qual gostaríamos de ser. Diante das adversidades, quais são suas reações? Você aproveita para se reinventar ou fica paralisado? Busca uma evolução interior ou se acomoda?

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