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  • Dra. Cláudia Klein

Os impactos causados pela obesidade infantil

A obesidade infantil é definida pelo acúmulo de gordura corporal no organismo. Ela vem sendo considerada uma epidemia devido ao aumento significativo dos casos nas últimas décadas. Embora seja considerada um grave problema nos adultos, nas crianças e adolescentes é ainda pior, pois é na infância que o indivíduo se desenvolve e o sobrepeso compromete a sua qualidade de vida e a longevidade.


No Brasil, mais de 15 milhões de crianças e adolescentes pesam mais do que o considerado ideal para a sua idade. Além das complicações físicas causadas pela enfermidade, a doença traz consigo diversos impactos psicossociais. As mudanças causadas pela tecnologia e o surgimento de comidas industrializadas contribuíram para o aumento dos casos. Hoje, grande parte das crianças e adolescentes têm hábitos sedentários e pouco saudáveis. A exposição às telas e aparelhos eletrônicos foram alguns dos fatores determinantes para que o sedentarismo fizesse parte da rotina das crianças e adolescentes que, como não gastam as calorias que consomem, acabam ganhando peso.


Além de desencadear doenças como diabetes tipo II, hipertensão arterial, problemas respiratórios e alguns tipos de câncer, a obesidade infantil também provoca diversas complicações para a saúde mental. Na infância, crianças e adolescentes são mais propensos a sofrerem preconceito e discriminação. De acordo com uma pesquisa do National Library of Medicine, as crianças obesas são, geralmente, associadas a estereótipos negativos - entre eles, a feiura e a preguiça.

Dessa forma, os indivíduos obesos desenvolvem problemas emocionais como angústia, culpa, depressão, timidez, vergonha, fracasso e isolamento.


Assim, é válido ressaltar que os impactos causados pela obesidade infantil não são apenas físicos, mas também os emocionais e psicológicos. É necessário aplicar desde cedo uma rotina equilibrada e saudável para as crianças, contribuindo para o seu desenvolvimento físico e social. Propor hábitos mais saudáveis como as brincadeiras que exercitam o corpo e uma alimentação focada nas necessidades e não nos desejos são os principais pilares para se evitar a doença e diminuir seu número nas estatísticas.


Fontes:

https://www.unimed.coop.br/viver-bem/pais-e-filhos/obesidade-infantil

http://rmmg.org/artigo/detalhes/374

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/7489027/

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